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GERAL Quinta-feira, 03 de Abril de 2025, 20:57 - A | A

03 de Abril de 2025, 20h:57 - A | A

GERAL / ECONOMIA

Bolsas de Nova York têm pior dia desde 2020, e Trump diz: 'Acho que estamos indo bem'

O índice Dow Jones recuou 3,98%, enquanto o S&P 500 registrou queda de 4,84%. A maior desvalorização ficou com o Nasdaq, que despencou 5,97%.

G1



Apesar do derretimento das bolsas nos Estados Unidos com o conjunto de tarifas detalhado por Donald Trump na véspera, o presidente norte-americano mostrou otimismo nesta quinta-feira (3) e afirmou que tudo está "indo muito bem"."Acho que está indo muito bem. Foi uma operação, como quando um paciente é operado. E é algo grande. Eu disse que seria exatamente assim", afirmou.

As bolsas norte-americanas registraram nesta quinta as maiores quedas em um único dia desde 2020 — ano em que o planeta enfrentava a pandemia de Covid-19.

Veja abaixo como foi o fechamento nos principais índices de ações dos EUA.

O Dow Jones recuou 3,98%, aos 40.545,93 pontos;

O S&P 500 registrou queda de 4,84%, aos 5.396,52 pontos;

O Nasdaq despencou 5,97%, aos 16.550,60 pontos.

A declaração de Trump veio após ele ser questionado sobre o resultado dos mercados, em um dia em que as principais bolsas da Europa e da Ásia também despencaram.

O republicano afirmou que o cenário será positivo para os EUA e sugeriu que, em meio às tarifas anunciadas, os países deverão procurar pelos norte-americanos por novos acordos comerciais.

“Os mercados vão crescer, as ações vão crescer, o país vai crescer e o resto do mundo quer ver se há alguma forma de fazer um acordo”, acrescentou Trump, enquanto deixava a Casa Branca para ir a um de seus clubes de golfe, na Flórida.

Dia turbulento nos mercados globais

O dólar e os mercados financeiros globais viveram um dia de quedas fortes e generalizadas nesta quinta-feira.

No Brasil, o dólar caiu 1,23%, cotado a R$ 5,62 — menor patamar desde 14 de outubro, quando fechou a R$ 5,58. Já o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, registrou leve queda, de 0,04%, aos 131.141 pontos. O resultado veio na contramão do resto do mundo.

O patamar das taxas aplicadas para o Brasil (de 10%), menor do que as de muitos outros parceiros comerciais dos EUA, ajudou a segurar os temores por aqui.

Em geral, a reação negativa reflete o entendimento do mercado de que tarifas maiores sobre os produtos que chegam aos EUA devem encarecer produtos finais e uma série de insumos para a produção de bens e serviços no país.

Segundo especialistas, esse encarecimento deve pressionar a inflação e diminuir o consumo, o que pode provocar uma desaceleração ou até recessão da atividade econômica da maior economia do mundo — o que ajudou a desvalorizar o dólar nesta quinta.

O índice DXY, indicador que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta com as principais moedas do mundo, recuou 1,67%, aos 102,073 pontos, no menor nível desde outubro do ano passado.

Na Europa, os principais índices recuaram. O índice Euro Stoxx 50, que reúne ações de 50 das principais empresas da Europa, teve queda de 3,57%.

Veja o desempenho das principais bolsas da União Europeia:

o DAX, da Alemanha, caiu 3,08%

o CAC 40, da França, caiu 3,31%

o Itália 40, da Itália, caiu 3,55%

o IBEX 35, da Espanha, caiu 1,19%

o AEX, da Holanda, caiu 2,67%

Fora do bloco, o Reino Unido também enfrentou um pregão negativo. O principal índice acionário do país, o FTSE 100, caiu 1,55%. Trump impôs tarifas de 10% sobre os produtos importados de lá.

Já o índice SMI, da Suíça, país sobre o qual Trump decretou tarifas de 31%, teve uma queda ainda mais expressiva, de 2,50%.

A Ásia também teve um pregão de queda por toda parte. Os países do continente foram alguns dos mais afetados pelas tarifas de Trump.

Veja o desempenho das principais bolsas asiáticas:

Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,52%

Nikkei 225, do Japão, caiu 2,73%

Kospi, da Coreia do Sul, caiu 0,76%

SET, da Tailândia, caiu 0,93%

Nifty 50, da Índia, caiu 0,35%

A China, segunda maior economia do mundo, terá seus produtos tarifados em 34%. Vietnã, Bangladesh e Tailândia, por exemplo, receberam taxas de 46%, 37% e 36%, respectivamente. Coreia do Sul e Japão terão tarifas de 25% e 24%.

O tarifaço de Trump

Trump detalhou, nesta quarta-feira, as tarifas recíprocas que promete desde o início de seu mandato.

Ele afirmou que as tarifas cobradas sobre os produtos vindos de outros países serão equivalentes a pelo menos a metade das aplicadas pelos mesmos países sobre itens importados dos EUA. No entanto, a fórmula foi feita com base em déficit comercial. Entenda.

As regiões mais afetadas foram a Ásia e o Oriente Médio, com taxas que ultrapassam os 40% em alguns casos. A Europa também foi bastante impactada com as tarifas anunciadas pelo presidente, que classificou os comerciantes europeus como "muito duros".

O Brasil entrou no grupo que recebeu as tarifas mais suaves, de 10% sobre todas as importações.

Trump chamou o anúncio das tarifas recíprocas como "Dia da Libertação". O objetivo do presidente é que essas taxas "libertem" os EUA de produtos estrangeiros.

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