Para Lavika, o disfarce simbolizou uma cadeia de mentiras que continuaria após a união. Nos dias seguintes, segundo a queixa, surgiram novas inconsistências.
O companheiro teria declarado possuir diploma universitário, quando na verdade concluiu apenas o equivalente ao ensino médio. A renda anual também teria sido exagerada, criando uma falsa impressão de estabilidade financeira.
A denúncia afirma que, antes e durante os preparativos, houve pressão contínua para a entrega de um automóvel à família do noivo. Sob ameaça de cancelamento do evento, o veículo teria sido repassado, além de cerca de 2 milhões de rúpias (R$ 120 mil) em dinheiro, pagos em parcelas.
Pouco depois da união, a mulher relata que passou a ser chantageada. O companheiro teria obtido imagens privadas armazenadas no celular dela e ameaçado divulgá-las caso ela não obedecesse às exigências impostas. As agressões físicas, segundo o registro policial, começaram quase imediatamente.
No documento, Lavika descreve episódios recorrentes de violência, incluindo espancamentos, ameaças de morte e intimidação com uma arma improvisada.
Em um dos relatos mais graves, ela afirma que foi arrastada pelos cabelos, jogada no chão e agredida no rosto.A mulher também declarou que os acusados diziam ter influência sobre autoridades locais, insinuando que qualquer tentativa de denúncia seria anulada e que ela poderia acabar responsabilizada criminalmente.
O temor dessas represálias teria contribuído para o silêncio durante meses.O caso foi registrado na polícia local e inclui acusações com base em uma lei indiana que proíbe exigências financeiras em uniões matrimoniais, além de dispositivos do código penal que tratam de agressão, intimidação e crueldade familiar.
A polícia informou que a apuração segue em andamento.
