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Mulher de chefe de facção em MT cumpre prisão domiciliar e só pode sair para levar filhas ao médico e ir a audiências

Ela foi presa em agosto do ano passado em um shopping no Rio de Janeiro e responde por associação a facções criminosas e tráfico de drogas.

Por: Redação/Agitos Mutum Fonte: Por g1 MT
12/02/2026 às 09h10
Mulher de chefe de facção em MT cumpre prisão domiciliar e só pode sair para levar filhas ao médico e ir a audiências
Ingride Fontinelles Morais foi presa em agosto de 2025 por associação a facções criminosas e tráfico de drogas — Foto: Reprodução

Ingride Fontinelles Morais, apontada pela polícia como companheira do chefe de uma facção criminosa em Sorriso (MT), só pode sair de casa durante o cumprimento da prisão domiciliar para levar as filhas ao médico e comparecer a audiências.

Ela foi presa em agosto do ano passado em um shopping no Rio de Janeiro e responde por associação a facções criminosas e tráfico de drogas.

A medida que ela cumpre a partir de agora veio depois que a Justiça aceitou o pedido de habeas corpus da defesa, na última sexta-feira (6), que argumentou que Ingride é a única responsável pelas filhas, de 5 e 2 anos, e não possui rede de apoio familiar.

Segundo o processo, o pai das crianças, a avó materna e a irmã dela estão presos ou foragidos.

Já a avó paterna, por ser idosa, não teria condições físicas nem financeiras de acolher as crianças.

O documento impõe o cumprimento de medidas cautelares. São elas:

  • Monitoramento eletrônico por meio de tornozeleira;
  • Comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades;
  • Proibição de sair ou mudar de endereço sem autorização judicial;
  • Proibição de se ausentar da cidade sem prévia autorização;
  • Proibição de manter contato com testemunhas arroladas no processo;
  • Autorização de saídas exclusivamente para comparecer a atos processuais, quando intimada, e para levar os filhos ao médico, mediante comunicação prévia ao juízo.

    Crime organizado

    Ingride foi presa junto com Priscila Moreira Janis, que assumiu a chefia da organização criminosa, em 2022.

    As investigações apontaram que, por adotar uma postura violenta, Priscila provocou uma divisão dentro do grupo.

    Insatisfeitos com a quantidade de “salves” (punições internas) e “decretos” de morte ordenados por ela, os integrantes fundaram uma facção rival. A ruptura agravou a disputa pelo controle da região e resultou na morte de diversos membros do crime organizado.

    Ingrid Fontinelles e Priscila Moreira Janis foram presas em um shopping do Rio de Janeiro. — Foto: Reprodução

    Ingrid Fontinelles e Priscila Moreira Janis foram presas em um shopping do Rio de Janeiro. — Foto: Reprodução

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