RAYNNA NICOLAS Da Redação
O réu Joazo Vieira da Silva foi condenado a 42 anos de prisão por matar a ex-companheira, Ivany Maria da Silva, e Enedino Campos de Oliveira, com quem ela mantinha um relacionamento na época. Os dois tiveram mais de 85% dos corpos queimados depois que Joazo incendiou a residência onde o casal dormia, em Cuiabá, no ano de 2012. As vítimas chegaram a ser socorridas e encaminhadas ao Pronto-Socorro do município, mas não suportaram a gravidade dos ferimentos.
Consta no processo que Joazo almejou a morte das duas vítimas porque não aceitava o término no relacionamento com Ivany. Segundo testemunhas ouvidas no processo, o acusado ligava constantemente para Ivany, tentando reatar com ela, bem como a ameaçava. Ele também afirmava que se a mulher não fosse 'dele', não seria de mais ninguém.
No dia dos fatos, Ivany estava pernoitando na casa de Enedino, com quem tinha engatado um novo relacionamento, quando Joazo incendiu o local.
De acordo com a denúncia, uma garrafa pet foi encontrada na porta da residência onde as vítimas estavam. Posteriormente, foram obtidas imagens demonstrando que, no dia do crime, por volta das 2h, o acusado encheu uma garrafa pet com combustível em um posto de gasolina.
Depois de o Tribunal do Júri reconhecer a autoria do crime e as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira arbitrou a pena em 42 anos de prisão no regime fechado.